Delírio x Yan Ferreira
Abaixo você conhecerá um pouco sobre Yan Ferreira e sua colaboração com a Delírio Skateboards

O lampejo
Yan Ferreira nasceu em Barbacena (MG). Em 2015, numa viagem a São João del-Rei, parou diante de uma cachoeira e sentiu algo que não sabia nomear ainda: a vontade de registrar.
Em 2016 comprou a primeira câmera. Não demorou para entender que ver e fotografrar são coisas diferentes, e que a segunda exige aprender a primeira do zero.
A cidade pelo skate
A fotografia urbana não foi uma escolha abstrata. Foi o skate que ensinou Yan a olhar para a cidade de outro jeito - a parar num canto qualquer e enxergar ângulo, luz e possibilidade.
"Quando a gente tem contato com o universo do skate, a gente vê muitos lugares onde está e reinterpreta eles da forma como a gente vê a cidade para poder andar".


A rua como galeria
Em 2022, uma amiga chamada Fanny apresentou o lambe-lambe. A linguagem fez sentido imediato: sem galeria, sem infraestrutura, a rua é o espaço possível. E também o mais honesto.
"A gente não tem uma galeria. Então a extensão do lambe também vem com uma parte de protesto, da gente não ter e poder fazer com o que temos".
A foto que definiu tudo
Num dia de trabalho no centro de Barbacena, Yan conheceu um homem que pedia uns trocados. Foram conversando. Dias depois, cruzaram de novo. Yan pediu para tirar um retrato.
O resultado foi a dupla exposição que se tornaria sua assinatura, e o momento em que entendeu o que estava procurando.
"Eu olhei aquilo de imediato e falei: era isso. Uma identidade não visual - uma identidade de trabalho".


Pessoa e ambiente, uma camada só...
A dupla exposição não é só técnica. Para Yan, é a forma visual mais precisa de falar sobre o inconsciente coletivo: dois elementos opostos - a pessoa e a cidade, fundidos onde a linguagem não chega.
"A arte faz o papel de juntar uma coisa onde a possibilidade humana não consegue compreender muito bem. Misturar esses elementos é uma nova interpretação da base humana".


